O dia de hoje é o que é graças a um negro destemido que tombou aos 40 anos e mudou pra sempre a história do povo brasileiro. O Dia da Consciência Negra é celebrado em alusão à morte de Zumbi dos Palmares, ocorrida em 1695, na então Capitania de Pernambuco do Brasil Colonial.

Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares, maior ponto de resistência à escravidão do período colonial. Foi morto por isso. E tornou-se herói. Símbolo de liberdade para seus companheiros de luta e negros de hoje. A data existe desde 1995. Além de uma homenagem a Zumbi, o marco lembra aos brasileiros a urgência de jamais aceitarem a submissão.

A influência de Zumbi foi tamanha que ele chegou a ser chamado – ainda o é – de “o líder negro de todas as raças”. Ele passou a dominar Palmares após desentender-se com o então líder do quilombo, Ganga Zumba, por querer manter-se opositor à Coroa Portuguesa. Fala-se que o quilombo tinha área total próxima ao tamanho de Portugal e uma população de 30 mil pessoas.

Ele Foi morto a punhaladas e teve a cabeça cortada e levada ao governador de Pernambuco. A fama era tanta que se falava em Zumbi ser imortal. Crença desmentida quando a cabeça de Zumbi foi exposta em praça pública no Recife.

Mais do que um Centro, um Dragão

No Ceará, há quem pense que Dragão do Mar não passa do nome de um centro cultural na Praia de Iracema, em Fortaleza. A verdade é que Francisco José do Nascimento (ou ainda Chico da Matilde) teve papel fundamental no movimento abolicionista cearense, que foi a primeira província brasileira a acabar com o sistema escravagista.

Inaugurado em abril de 1999, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura conta com 14,5 mil metros quadrados de área construída. Os espaços disponíveis para a população são: Museu da Cultura Cearense; Museu de Arte Contemporânea do Ceará; Multigaleria, Teatro Dragão do Mar; Espaço Rogaciano Leite Filho; Arena Dragão do Mar; Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco; Planetário Rubens de Azevedo; Anfiteatro Sérgio Mota; Auditório e Praça Verde do Dragão.

(Textos: Bruno de Castro e Rafael Ayala/ Mapa e ilustrações: Jéssica Carneiro)

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *