Estudante de Pedagogia na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Tatiana Ramalho da Silva avisa: não é fácil definir esse sentimento de pertencimento a uma comunidade quilombola. “Ser quilombola não pode ser definido em palavras, pois está relacionado a sentimentos, vivências, histórias, práticas. Tenho uma ligação inexplicável com os meus ancestrais, com o território.

Para além do orgulho em ser quilombola do Quilombo de Alto Alegre, no município cearense de Horizonte, Tatiana é engajada, de luta. Ela faz parte da Associação dos Remanescentes de Quilombos de Alto Alegre e adjacências, do Conselho de Igualdade Racial Municipal e da Comissão Estadual dos Quilombolas Rural do Ceará.

As experiências vividas e as marcas trazidas no corpo a fazem sentir como se fosse resiliência em estado bruto, mas na forma humana. A mesma resistência e a capacidade de reinvenção de seus antepassados ela recorda ao buscar sempre a melhor saída para as mais diversas situações do cotidiano. Sozinha e coletivamente.

“Entendo que não estou só, que existe uma comunidade na qual trago sempre ao meu lado. A cada dia eu luto pelos meus ancestrais, os quais já começaram a abrir os caminhos. Pelos meus mais velhos, que nos dão a sabedoria que não encontro em outros lugares. E pela futura geração, que irá assumir a missão que a nós foi confiada. Ser quilombola é já ter uma história linda ao nascer”,

afirma com orgulho. (Textos: Bruno de Castro e Rafael Ayala/ Mapa e ilustrações: Jéssica Carneiro)

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