Logo mais, às 20h, Bahia e Ceará se enfrentarão em mais uma rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Em campo, o Bahia levará mais do que o desejo de permanecer na elite do futebol brasileiro: levará mais uma homenagem a personalidades negras históricas do estado.

No dia 3 de novembro, o Bahia entrou em campo contra a Chapecoense utilizando nas camisas os nomes de 20 personalidades negras já falecidas, como Zumbi, um dos pioneiros da resistência contra a escravidão e o último dos líderes do Quilombo dos Palmares; Milton Santos, primeiro e único latino-americano a ganhar o “prêmio Nobel” (prêmio Vautrin Lud) da geografia mundial; Dandara, guereira negra do período colonial do Brasil; Ganga Zumba, primeiro líder do Quilombo dos Palmares; Mãe Menininha, mais famosa ialorixá da Bahia e uma das mais admiradas mães-de-santo do Brasil; Luis Gama, considerado o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil; dentre outros.

Já nesta quarta-feira (14), novas personalidades serão homenageadas, mas os destaques vão ser os notáveis vivos. Entre eles estão Gilberto Gil, um dos maiores expoente da música baiana; Mãe Stella, uma das maiores ialorixás brasileiras; Antônio Pitanga, ator com mais de 60 anos de carreira; Bule-Bule, mestre da cultura popular e conhecido com o maior repentista da Bahia, dentre outros.

No Ceará, terra de Dragão do Mar, Terra da luz, primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão (quatro anos antes da Lei Áurea), os dois grandes clubes ainda não fizeram homenagem alguma em alusão ao Mês da Consciência Negra. Fortaleza Esporte Clube e Ceará Sporting Club vão mesmo passar o mês inteiro sem uma homenagem sequer? Nem mesmo aos negros que tornaram-se ídolos pelos clubes?

Esporte de maior visibilidade no estado, e no Brasil, o futebol pode dar uma grande contribuição à luta antirracista e à visibilidade de personalidades negras do estado. O embraquencimento de personagens e a invisibilização da atuação e da presença da população negra não são exclusividades do Ceará, por isso, cada ação conta. Falando nisso, além do jangadeiro Francisco José do Nascimento, conhecido como Chico da Matilde, o Dragão do Mar, quais outros negros e negras históricos do Ceará você conhece?

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