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26 de Setembro, 2021
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Casa Mar, Afroimpacto e Alma Preta se unem no ‘Julho das Pretas’

Com o tema “E eu não sou uma mulher?”, a Casa Mar – hub de cultura, influência e tecnologias criativas, em parceria com o Afroimpacto e o Alma Preta – Jornalismo Preto e Livre, se unem para promover o ‘Julho das Pretas’, campanha digital que tem como objetivo provocar reflexões e visibilizar a presença da mulher negra nos diversos espaços sociais, políticos e econômicos.

Refletindo sobre a frase da afro-americana abolicionista e ativista dos direitos das mulheres, Sojourner Truth, “E eu não sou uma mulher?”, a expressão traz uma Interseccionalidade com as diversas vivências que marcam as trajetórias das mulheres pretas.

Baseando-se nos eixos da política, religiosidade, cultura, afroempreendedorismo e comunicação, as ações propostas têm a intenção de fortalecer as narrativas negras e ampliar as vozes femininas do movimento.

“Embora o calendário do Julho das Pretas seja um calendário potente para nossa sociedade, algumas pessoas ainda não o conhecem. A Casa Mar gostaria de participar desse calendário pela sua importância, no sentido de contribuir para o fortalecimento dessas ações, com a expectativa de que elas se tornem políticas públicas para mulheres negras”, declara Jonaire Mendonça, gerente da Casa MAR .

De acordo com Tamila dos Santos, CEO da Afroimpacto e consultora de educação da Casa MAR, o Julho das Pretas é o momento de celebrar a pluralidade da mulher preta, considerando toda sua luta, suas vitórias e suas especificidades. Além disso, é momento de ressaltar as dificuldades de ser mulher negra e como superar essas dificuldades.

“O mais importante desta ação, dentre todas essas questões, é entender que devemos falar sobre mulheres negras, questões raciais e pluralidades o ano inteiro, não somente em uma data específica”, frisa Tamila .

Por sua importância histórica, julho é um mês em que a força da mulher preta se destaca, a exemplo do dia 2, data em que comemoramos a Independência da Bahia, ocorrida graças aos esforços de Maria Felipa, heroína da Independência. Além desta data, no dia 25 de julho é celebrado o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, data instituída para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo.

Ampliando os seus espaços, para o Alma Preta chegar a Salvador com uma ação desta magnitude é muito importante para a cobertura, pois como uma mídia antirracistaacreditam que não dá para desconsiderar as pautas que movimentam o Nordeste. “Estamos felizes com esse passo porque ele representa a ampliação da nossa produção de conteúdo e a possibilidade de termos novas narrativas pautadas na Alma Preta Jornalismo”, ressalta a sócia diretora financeira da agência, Elaine Silva .

Segundo a editora do núcleo Alma Preta Jornalismo no Nordeste, a pernambucana Lenne Ferreira, responsável pela mediação da live de lançamento da campanha digital, existem motivos para comemorar a ampliação da cobertura. “Chegamos pisando devagar, com equipe local de produção, porque acreditamos que é muito importante falar sobre o território a partir do olhar de quem o vivencia e conhece e o acolhimento da equipe Casa Mar é muito significativo nesse processo de chegada”, pontua a jornalista.

Ampliando as linguagens da campanha, a parceria Casa MAR e Alma Preta lançará também uma playlist especial intitulada ‘Julho das Pretas’ – no Deezer e Spotify.

Para dar continuidade as ações do calendário deste mês, acontece no próximo dia 29 de julho, a live de lançamento da Alma Preta na Bahia: Descolonizando a comunicação. Abordando as narrativas e comunicação negra, com retransmissão de conteúdo realizado pela Casa MAR .

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