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5 de Agosto, 2021
clementina de jesus rainha

Cineteatro São Luiz realiza homenagem a Clementina de Jesus neste domingo (11)

Clementina de Jesus, ou Rainha Quelé, é reconhecida como uma das melhores intérpretes da música afro-brasileira. Para homenagear a artista, o Cineteatro São Luiz preparou uma Sessão Sonora neste domingo (11), às 16h30, que inclui a exibição do documentário “Clementina de Jesus: Rainha Quelé”, de Werinton Kermes, seguido de show com as cantoras Paula Lima, Nêga Duda, Nãnãna da Mangueira e Karla da Silva. No palco, elas cantam sucessos gravados pela artista, como “Marinheiro Só”, “Na Hora Da Sede” e “Embala Eu”.

O documentário de Werinton Kermes homenageia a cantora Clementina de Jesus, uma mulher negra e pobre que já cantou com Paulinho da Viola, João Bosco e Pixinguinha, mas despertou pouco interesse por parte das gravadoras musicais. O filme utiliza depoimentos e material de arquivos coletados ao longo de mais de dez anos.

Clementina de Jesus foi influenciada desde cedo pela cultura musical afrobrasileira. Seu repertório é composto de jongos, sambas e partidos-altos. Em homenagem à artista, sobem ao palco do Cineteatro São Luiz as cantoras: Paula Lima, Nêga Duda, Nãnãnã da Mangueira e Karla da Silva.

Os ingressos já estão à venda com preços populares, sendo R$20 (inteira) e R$10 (meia), na bilheteria do equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e no site da Tudus. Este evento é patrocinado pela M. Dias Branco, Ministério da Cultura e Governo Federal, é uma realização do Cineteatro São Luiz, Maricota Produções e Violeta Filmes.

As cantoras

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Paula Lima (Crédito: Rogério Mesquita)

Cantora e compositora de MPB e funk, Paula Lima lançou o seu primeiro CD, em 2014, dedicado totalmente ao samba. Intitulado O Samba é do Bem, Paula conquistou grande êxito ao se apresentar na Guiana Francesa e no Japão. Esse primeiro projeto dedicado totalmente ao samba rendeu a primeira indicação da cantora ao Grammy Latino. Em novembro de 2015, Paula Lima lançou seu mais novo hit, a música Fiu Fiu. Composta por Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab, a canção faz Paula retornar às origens do suingue “black” e estará no seu próximo EP, intitulado Samba Soul. O segundo single desse projeto foi lançado em junho de 2016 e se chama “Mil Estrelas”. Em 2016, foi uma das grandes homenageadas na Festa Nacional da Música, um dos maiores encontros musicais da América Latina, que ocorreu na cidade de Porto Alegre.

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Nega Duda (Crédito: Marina Alves)

Rainhas Negras que se encontram na diversidade e no contexto em que se apresentam ao mundo, Rainha Quelé e Nega Duda dialogam entre si, independentes da temporalidade, em suas representações artísticas, religiosas e na vivência diária. Suas representações religiosas caminham entre o Catolicismo de Quelé e o Candomblé de Nega Duda. Ambas dividem a mesma experiência como domésticas, enquanto artistas, foram convidadas a viajar pelo mundo representando grupos culturais tradicionais; Rainha Quelé e Nega Duda têm em suas trajetórias a coincidência presenteada pela vida e o asè dos/as Orixás. Esse projeto musical vem oferecer de forma única um momento especial e importante para o público presente: ouvir a inesquecível produção musical de Clementina de Jesus através da voz de Nega Duda.

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Nãnãna da Mangueira (Crédito: Jonatas Mateus)

Nãnãna da Mangueira é comprometida com a música desde os anos 50, quando cantava nos programas de auditório da Rádio Nacional. Em 1958, mudou-se para o Morro da Mangueira onde construiu grande parte de sua história e conviveu com os grandes nomes do samba brasileiro: Carlos Cachaça, Cartola, Xangô da Mangueira, Geraldo Pereira, Zé Keti e muitos outros.

Na Estação Primeira da Mangueira, aos 13 anos, iniciou como passista, na ala Vê se Entende. Trabalhou com grandes nomes da música e da arte brasileira: Grande Otelo, Carlos Machado, Herivelto Martins, Ataulfo Alves e Monsueto. Em 1965 mudou-se para São Paulo, onde integrou o Conjunto Batucajés, dirigido por Marcos Lázaro, como cantora e passista. Essa foi a grande vitrine que abriu à Nãnãna da Mangueira as portas do mundo: Bélgica, Alemanha, Holanda, Colômbia, Perú e México, onde permaneceu por 3 anos.

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Karla da Silva

Cantora e instrumentista, Karla da Silva, quando menina, vivia nas rodas de violão e de choro que aconteciam no quintal de casa. Em 2007, cantava samba de raiz em meio à boemia dos Arcos da Lapa. O primeiro EP, Festejo e Fé, fez com que a cantora conquistasse mais público e decidisse partir para outro tipo de repertório, com sonoridade mais urbana e suingada a partir de influências do soul e jazz e de cantoras brasileiras como Céu e Vanessa da Mata.

Sessão Sonora

A “Sessão Sonora” nasceu da ideia de se trabalhar a pluralidade das duas linguagens artísticas mais populares no Brasil: o cinema e a música. Expressões artísticas apreciadas por todas as pessoas, de todas as idades e classes sociais, dos gostos mais ecléticos e variados. O projeto também tem sua concepção baseada na afirmação da vocação do São Luiz como um dos poucos Cineteatros do Brasil.

SERVIÇO

Quando: Dia 11/11, às 19h

Onde: No Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro)

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). À venda na bilheteria do Cineteatro e no site da Tudus (com taxa de conveniência).

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