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23 de Outubro, 2021
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Encerram nesta sexta (9) inscrições para Fundo do Audiovisual Negro; valores vão até R$ 4 mil

O Fundo de Amparo aos Profissionais do Audiovisual Negro (Fapan) vai receber da Netflix uma doação no valor de R$ 3 milhões. A ideia é que o valor beneficie 875 profissionais autônomos e 275 representantes legais de empresas vocacionais. É preciso efetuar inscrição para concorrer ao recurso. As inscrições encerram nesta sexta-feira (9/4).

Para inscrever-se, clique aqui.

Segundo a Netflix, o dinheiro é proveniente de uma reserva de US$ 150 milhões da empresa destinado a “apoiar aqueles em maior dificuldade no setor de produção audiovisual em países onde a Netflix tem uma grande base de produção.”

Sócio-diretor da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), Rodrigo Antonio afirma que iniciativas como o Fapan “são importantes para transformar vidas, apoiando tanto o profissional autônomo quanto os produtores negros.”

“Esses produtores encabeçam as chamadas empresas vocacionadas, dedicadas à produção de conteúdo identitário. Entendem a necessidade de uma transformação na cadeia de produção, que passa desde a criação das nossas narrativas até o acesso e inserção dessas histórias nas mais diferentes telas, para que elas possam circular e dialogar com seus espectadores”, complementa Rodrigo.

Profissionais autônomos serão beneficiados com R$ 2 mil, enquanto representantes legais de empresas vocacionais receberão R$ 4 mil. Como representantes legais de empresas vocacionais, o Fapan entende serem “pessoas que administram empresas que contem com 50% ou mais de suas quotas societárias sob titularidade de pessoas negras e/ou indígenas, e apresentem um portfólio com conteúdo audiovisual comprometido com a quebra de estereótipos raciais.”

Podem participar brasileiros de todas as regiões do país. “Quando a luz do cinema acende ou quando a gente termina de maratonar uma série, o que reverbera e se transforma de fato em ação? É para isso que essas produtoras independentes existem – e devem continuar existindo”, finaliza Rodrigo Antonio.

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