>
26 de Julho, 2021
A repórter da NY Times Magazine, Nikole Hannah-Jones, de 44 anos, foi uma das vencedoras do Pulitzer deste ano. Foto: Ed Newton.

A repórter da NY Times Magazine, Nikole Hannah-Jones, de 44 anos, foi uma das vencedoras do Pulitzer deste ano. Foto: Ed Newton.

Jornalista norte-americana negra é vencedora do Prêmio Pulitzer

A repórter da New York Times Magazine, Nikole Hannah-Jones, de 44 anos, foi uma das vencedoras do Pulitzer deste ano. A norte-americana ganhou o prêmio na categoria de Melhor Comentário. A outorga é concedida a quem faz trabalhos de excelência no Jornalismo, Literatura e de composição musical.

O anúncio foi feito pela organizadora da premiação, Dana Canedy, em uma transmissão pelo YouTube, a primeira do tipo para esse fim – já que até 2019, anualmente em abril, uma cerimônia era promovida na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, administradora do prêmio, só para anunciar os vencedores.

O Prêmio Pulitzer teve início em 4 de junho de 1917, por idealização do jornalista e editor húngaro Joseph Pulitzer.

Confira postagem da NY Times no Twitter:

O Projeto nº 1619 da revista NY Times teve início em agosto do ano passado, no marco de 400 anos do início da escravidão norte-americana. Cada publicação tem o intuito de reformular a história dos Estados Unidos, as consequências do período escravocrata e as contribuições dos negros no centro da narrativa nacional.

Nikole Hannah-Jones é especializada na cobertura sobre raça e conquistou o prêmio com seu ensaio pessoal “Os ideais fundadores da nossa democracia eram falsos quando foram escritos. Os negros americanos lutaram para torná-los realidade”. A publicação aconteceu em 14 de agosto do ano passado. 

“O Projeto nº 1619 publicado on-line hoje é minha profunda esperança que reformulemos para nossos leitores a maneira como entendemos nossa nação, o legado da escravidão e, mais importante, o papel inigualável que os negros desempenharam nessa democracia”, disse a repórter no Twitter.

Durante esses anos, Hannah-Jones impulsiona uma carreira como escritora e jornalista ao investigar temáticas como racismo sistêmico e institucional (com foco em leis e atos oficiais), relações raciais, segregação escolar e racial e discriminação habitacional. “Os americanos negros também foram e continuam sendo fundamentais para a ideia de liberdade americana”, disse.

“A diversidade no Jornalismo não tem a ver com correção política. Diversidade na mídia tem a ver com precisão. Trata-se de ter uma cobertura melhor e mais precisa”, é o que defende Hannah-Jones nas redes sociais.

Confira o ensaio pessoal da jornalista na íntegra: 

https://www.nytimes.com/interactive/2019/08/14/magazine/black-history-american-democracy.html?smtyp=cur&smid=tw-nytmag

SOBRE NIKOLE

Filha de pai afro-americano e mãe tcheco-inglesa, Nikole Hannah-Jones nasceu em 9 de abril de 1976 em Waterloo, estado de Iowa, nos Estados Unidos. Graduou-se em História e Estudos Afro-americanos pela Universidade de Notre Dame, em 1998. Tornou-se mestra pela Escola de Jornalismo e Mídia Hussman da Universidade da Carolina do Norte, em 2003. Em 2012, publicou a obra “Vivendo à parte: como o governo traiu uma lei histórica dos direitos civis”. Em abril de 2015, passou a escrever para o The New York Times, um dos principais jornais norte-americanos. Além do Pulitzer 2020, já conquistou o Prêmio “Genius Award”, da Fundação MacArthur, em 2017.

jornalista norte americana negra e vencedora do premio pulitzer 2
Foto: John D. Catherine T. MacArthur Foundation.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *