23 de Setembro, 2020

AfroSaúde: plataforma cadastra profissionais negros

Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos, doulas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, dentistas, fonoaudiólogos, técnicos em Enfermagem e quaisquer outras áreas de atuação podem integrar o guia. O cadastro é gratuito

É negro e atua na área da saúde? Essa notícia é pra você. A plataforma AfroSaúde está cadastrando profissionais como forma de ampliar a representatividade étnico-racial neste mercado, ainda majoritariamente branco, e aumentar as possibilidades dos pacientes que desejam ser tratados/acompanhados por especialistas negros.

Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos, doulas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, dentistas, fonoaudiólogos, técnicos em Enfermagem e quaisquer outras áreas de atuação podem integrar o guia. O cadastro é gratuito.

Arthur e Igor são os fundadores da plataforma, lançada oficialmente em agosto deste ano

“A gente sabe que profissionais negros se formam. Com dificuldades, mas formam. E eu parei pra me perguntar: onde estão esses profissionais? Às vezes, as pessoas tentam buscá-los, não encontram e acabam partindo para outros profissionais e o acesso não é tão qualificado”, explica Arthur Lima, um dos fundadores da iniciativa. “Ainda somos minoria no mercado de trabalho em saúde. O número ainda é irrelevante. O AfroSaúde chega pra combater esse problema”, acrescenta o também fundador Igor Leonardo.

Além de ser um leque de opções aos pacientes, a plataforma acaba sendo também uma forma de os profissionais ganharem visibilidade dentro da própria área de atuação, já que podem interagir com especialidades de outros estados.

Há ainda o componente de saúde pública quanto à incidência de determinadas enfermidades sobre a população negra. A anemia falciforme, por exemplo, é predominante em negros e se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.

“A gente pensa que a quantidade de profissionais especializados no tratamento de uma doença como essa muito provavelmente será de profissionais negros. Ter um paciente que possa encontrar um profissional assim é extremamente importante”, pontua Arthur Lima.

“A gente sabe que a sociedade é extremamente desigual. E as oportunidades no mercado para brancos e para negros são discrepantes. Então, o protagonismo aqui é do profissional negro. Ele terá oportunidade de ser encontrado em qualquer lugar do Brasil”, finaliza o fundador.

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