Nova série sul-africana traz suspense e ancestralidade à Netflix: veja “Sangue e Água”

Produção se passa na Cidade do Cabo e põe em evidências uma série de aspectos da população preta

Sangue e Água” (“Blood & Water”, no título original) é uma produção sul-africana dirigida por Nophisa Dumisa (Nommer 37), que estreou nessa quarta-feira (20/5) na Netflix. A série acompanha a busca de Puleng Khumalo pela irmã desaparecida, Phumelele, ao longo de seis episódios. Cada um com duração de até 50 minutos.

Depois de conhecer Fikile Bhele, em uma festa e descobrir que a famosa atleta possuía semelhanças físicas com ela, a jovem vai para a prestigiada escola Parkhurst High, a fim de comprovar a teoria de que Fikile é Phume.

Foto: Divulgação

A trama, no entanto, vai além da busca da Puleng pela irmã perdida. A representatividade não fica limitada a um elenco de cor. A sexualidade entra em cena ao trazer casais não heteronormativos com um personagem pansexual.

O debate sobre privilégios, sejam de conteúdos referentes à história ou de tratamento dos alunos, também faz parte do cotidiano dos estudantes da Parkhurst High. As discussões são sempre levantadas por Wendy Dlamini (Natasha Thahane), que reclama da falta de problematização acerca da invasão do continente dentro da sala de aula ou da grade que ainda é eurocêntrica.

A ancestralidade se faz presente no suspense desde o primeiro episódio. Os personagens falam em dialetos com certa frequência e discutem uma cultura que parece ser esquecida em meio à modernidade.

Inclusive, os smartphones aparecem a todo momento. Sempre que há um escandâlo tem alguém para filmar. A sensação é de vigilância constante. Cada ato é punido com a exposição extrema com consequências físicas e emocionais. O que confere à série altas doses de drama.

O elenco principal, apesar de não ter participado de trabalhos com grande destaque, tem uma atuação elogiável, dando naturalidade a cada personagem. O roteiro é bem construído e, embora alguns acontecimentos sejam um pouco previsíveis, existem quebras de expectativa.

A trilha sonora auxilia no desenvolvimento da produção, com músicas de artistas da África do Sul, como Dope Saint Jude, e de outros países, como o canadense Cr4sh5ifty. Outro aspecto a ser destacado é a fotografia. A trama sabe aproveitar as belas paisagens naturais e urbanas da Cidade do Cabo.

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Panorâmica da Cidade do Cabo. Foto: Dan Grinwis

Confira aqui o trailer oficial da nova série:

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