23 de Setembro, 2020

“Sou racista em desconstrução”: campanha põe famosos brancos admitindo preconceitos

Campanha já tem apoio de nomes de peso, como Fábio Porchat e Nany People. Site oficial permite que instituições de combate ao racismo, machismo e LGBTfobia cadastrem-se para receberem futuros apoios. Em breve, usuários poderão dar relatos de superação ao preconceito

Foi lançada neste sábado (8/8) uma campanha que promete tirar do anonimato o racismo de muito famoso. E o melhor: por iniciativa deles próprios. É a mobilização “Sou racista em desconstrução”, que já está tomando as redes sociais e tem site oficial.

A campanha combate também o machismo e a LGBTfobia (preconceito contra indivíduos de orientações sexuais e identidades de gênero diversas da heteronormatividade).

“Somos um movimento que nasceu da inconformidade e da vontade de mudar as nossas estruturas. Entendemos que a transformação começo em nós mesmos. Sonhamos que crianças cresçam através de exemplos positivos, respeitando as pessoas independente da sua raça, orientação sexual, gênero, livre de qualquer tipo de preconceito. Que elas possam se inspirar na mudança, que a auto reflexão e a consciência de que somos parte de um todo esteja sempre presente. Desejamos que sociedade repense sua maneira de conviver com o outro e entendamos que somos a transformação social”, explica o site oficial.

O texto das postagens que começaram a surgir, principalmente no Instagram, é padronizado – parar uniformizar o discurso e facilitar para o público a compreensão de que TODOS somos racistas e precisamos de desconstrução.

Já participam da campanha a atriz Nany People, o apresentador Fábio Porchat, a apresentadora Regina Volpato, o cantor André Neto, o ator Jefferson Schroeder e o apresentador André Vasco.

É possível ainda cadastrar instituições que lutam pelo fim do racismo, machismo e LGBTfobia para que ela receba apoio de simpatizantes às causas. E o site anuncia que em breve publicará histórias reais “que podem até ter começado mal, mas têm um desfecho positivo”. Histórias sobre racismo, machismo e LGBTfobia, óbvio.

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