O novo episódio do podcast Gente Conversa, uma produção da Plataforma Gente, dessa vez comandada por Tulio Custódio, traz como tema A (r)evolução é preta. Os convidados para debater o assunto são Katiúcha Watuze, fundadora do Trabalho de Preto, Luiz Felipe Sá, da área de Valor Social da Globo, e Rafaelle Seraphim, jornalista e editora de Mídias Audiovisuais.

A conversa girou entre afrofuturismo, black money e negritude contemporânea. “A raça é o eixo central das desigualdades no Brasil. É necessário tensionar a forma e o conteúdo de como a comunicação atravessa o ser humano. O que faz ser bonito da gente ser preto é muito a nossa ancestralidade, nós não andamos sozinhos”, reflete Katiúcha.

Para Luiz Felipe o melhor “é quando a gente se torna negro”, já que na adolescência há uma dissociação da negritude. “As violências que o jovem negro sofre faz com que ele se desconecte das suas raízes. Mas quando há a descoberta de toda beleza que o negro tem surge uma grande potência”, diz.

Em sua fala, Rafaelle comenta sobre o quanto negro precisa batalhar e sofrer para conquistar seus espaços: “Por que muitos brancos saem de uma faculdade direto para um cargo de chefia? Por que os calos nas mãos são dados apenas aos negros? Essa romantização é muito de uma sociedade branca impondo que pessoas pretas só não chegaram a um determinado lugar por falta de capacidade. Isso tudo afeta a nossa história e a nossa narrativa”.

Para continuar o debate e ouvir o episódio na íntegra, acesse: https://gente.globo.com/podcast-gente-conversa-ep24-a-revolucao-e-preta/

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