14 de Abril, 2021
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Projeto antirracista de alunos do Ceará valoriza cultura e história negras

Um projeto protagonizado por um grupo de alunos do segundo e terceiro anos do Ensino Médio da Escola Dona Antônia Lindalva de Morais, do município de Milagres, no Ceará, põe em pauta o aumento da violência contra a população negra no Brasil. Com isso, eles criaram a iniciativa “Juventude Negra: Movendo Estruturas”.

A ação recebeu menção honrosa na quinta edição do Desafio Criativos da Escola, organizado pelo programa Criativos da Escola, do Instituto Alana, em alulsão ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, transcorrido em 20 de novembro para enaltecer a luta contra a discriminação racial e promover a reflexão sobre os lugares ocupados por pessoas negras.

O projeto teve início nas aulas de Formação para a Cidadania, quando os adolescentes foram incentivados a debaterem sobre o crescimento do racismo e da violência contra o jovem negro e a mulher negra no Brasil. Eles refletiram sobre a condição dos negros no país e, intrigados com o assunto, iniciaram uma pesquisa mais aprofundada das bibliografias que abordam a população afro-brasileira.

Depois das leituras, os alunos aplicaram um questionário para compreenderem a diversidade étnica na escola e para conhecerem quem eram estudantes negros da instituição. A partir disso, os jovens passaram a desenvolver uma série de ações que abordavam a cultura, a história e a realidade negra do Brasil. Entre elas, realizaram o seminário “Vidas Negras Importam”, uma oficina de direitos humanos com o tema “Todos os mortos eram bandidos: genocídio ou extermínio do povo negro no Brasil?” e, por fim, o café filosófico “Somos muitos, somos milhões, somos aqueles silenciados: o que é cidadania negra no Brasil?”.

A iniciativa ajudou alunos afrodescendentes a assumirem suas identidades. A escola também passou a incluir conteúdos sobre a História da Cultura Afro-brasileira e Africana nas aulas de todas as disciplinas, conforme determina a Lei Federal 10.639/2003.

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