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19 de Outubro, 2021
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Feira Preta inaugura Casa PretaHub no Recôncavo Baiano

Cumprindo a proposta de expandir para outros estados, a Casa Pretahub, inaugurada em setembro do último ano em São Paulo, acaba de abrir as portas em um casarão na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Localizada à Rua 25 de junho, nº 4, no centro de Cachoeira, o espaço segue a estrutura da unidade paulista, com foco em transformação digital de negócios criados por empreendedores negros. 

Com 800 metros quadrados, a Casa PretaHub baiana possui estúdio de foto e vídeo e o estúdio de áudio, em construção, para gravação de música e podcasts, cozinha compartilhada, biblioteca, área de exposições, loja colaborativa, café e salas para workshops e ambientes que podem ser ocupados por profissionais autônomos e empresas. A grande novidade do projeto encabeçado por Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, maior evento de cultura negra da América Latina, é o espaço para hospedagem. O casarão possui seis quartos prontos para receber artistas, criativos e inventivos para a experiência de residência artística de todo o Brasil.

“Inaugurar a Casa PretaHub na Bahia, maior comunidade de negros e negras fora do continente africano, é a realização de um sonho. Neste ano, a Feira Preta realiza sua 20ª edição, e neste período, com o hub de inventividade preta, a PretaHub, desenvolvemos diversos programas com intuito de impulsionar os afroempreendedores. A casa é a personificação de tudo o que já desenvolvemos e dá um lastro permanente. É um espaço que permite o apoio a esses profissionais desde o processo criativo até o escoamento dos projetos. Tudo isso resgatando a nossa ancestralidade e dando todas as ferramentas para as potências pretas”, diz Adriana.

A estrutura possui um modelo de negócio híbrido que mescla serviços e reservas gratuitas com pagas. Por exemplo, as reservas podem ser feitas sem custo no site da PretaHub, mas a utilização do espaço possui limitação de tempo. Caso queiram utilizá-lo por mais horas ou dispor do auxílio de um técnico de som, uma produtora, entre outros serviços, há um custo. A mão de obra oferecida é fornecida 100% por empreendedores negros alocados no espaço. 

Espaço para manifestações artísticas, não poderia faltar ocupação para construção dos detalhes do casarão. A PretaHub contou com seis artistas, três locais, Marcos da Mata, Maria Struduth e Eloisa França, e três externos, Mozana Amorim, de Salvador (BA),  Francine Moura, de Angra dos Reis (RJ), e Ramo, de São Paulo (SP), que ocuparam a estrutura durante dez dias, período em que Adriana e Danielle Almeida fizeram um Afrolab especial com eles. Os artistas foram responsáveis pelas pinturas no interior do imóvel. Para entender melhor a cultura local, vários locais tradicionais da cidade e do entorno foram visitados, como a Casa de Cerâmica, a fábrica de charutos, além de algumas personalidades históricas da cidade e um quilombo que tem no município. Essas imersões possibilitaram que os artistas sentissem e vivenciassem o Recôncavo Baiano, o que fez com que cada obra retratasse a Bahia como ela é.

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