Primeiro portal de jornalismo negro e profissional do Ceará, o Ceará Criolo participa neste sábado (30/5) de um dos painéis da abertura do encontro Comunicação Antirracista, que acontece no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
A entrada é gratuita, com os ingressos retirados na bilheteria uma hora antes de cada atividade. A programação completa você confere aqui.
O Ceará Criolo será representado pelo jornalista Bruno de Castro, que é um dos fundadores do portal. Ao lado da jornalista e indígena Raquel Kariri, ele discutirá o tema Memória que resiste: reconstruindo presenças no Nordeste.
A ideia é debater o apagamento histórico de negros, indígenas e quilombolas, do qual a imprensa tem grande responsabilidade, assim como pode ajudar a reconstruir o imaginário em torno dessas populações. “Ao colocar diferentes experiências em diálogo, o encontro busca refletir sobre como recuperar histórias silenciadas e fortalecer presenças que sempre fizeram parte da formação social do país”, diz o site do evento.
ABERTURA
O painel acontecerá às 17 horas, logo após a conferência de abertura do encontro – feita pela ativista baiana Carla Akotirene. A programação se estende até o domingo (31/5), quando as atividades serão encerradas com show do cantor Caio Prado.
Esta será a terceira edição do evento. O Comunicação Antirracista já passou por Brasília e Rio de Janeiro em 2025. Agora, chega ao Nordeste pra discutir raça em um estado que historicamente apaga a presença negra da própria história.
Ou seja: há assunto demaaaaaais pras mesas de discussões. Por isso, não perca!
BRUNO E RAQUEL
Pertencente ao povo Kariri da Chapada do Araripe, Raquel investiga no PPGCOM a relação entre humanos e não humanos na Caatinga, pesquisa pela qual recebeu em 2024 o Prêmio Ancestralidades, da Fundação Tide Setúbal. É idealizadora da Escola de Ancestralidades Kariri e conselheira da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), além de colunista do portal Afoitas. Graduada em Jornalismo, possui mestrado em Literatura e Interculturalidade.
Já Bruno desenvolve estudo no PPGCOM sobre o vínculo entre a identidade racial dos(as) jornalistas cearenses e as notícias por eles(as) produzidas. É jornalista por formação, tem mestrado em Antropologia — onde fez pesquisa sobre a atuação de mídias negras brasileiras e por ela venceu o III Prêmio Lélia Gonzalez, concedido pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

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O Ceará Criolo é um coletivo de comunicação de promoção da igualdade racial. Um espaço que garante à população negra afirmação positiva, visibilidade, debate inclusivo e identitário.
