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Educação

10 pessoas negras para você ler de graça na plataforma e app MEC Livros

Ceará CrioloBy Ceará Criolo25 de Abril, 2026Updated:25 de Abril, 2026Sem comentários11 Mins Read
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O Ministério da Educação (MEC) lançou o MEC Livros, uma biblioteca digital com o objetivo de facilitar o acesso à leitura no Brasil. A plataforma começou a funcionar já oferecendo mais de 8.000 obras nacionais e internacionais – e esse número só cresco.
Como muitas pessoas negras fazem parte desse acervo, o Ceará Criolo montou uma lista com dicas imperdíveis. São 10 escritores e escritoras de diversas partes do mundo para você ler romances, poesias, biografias, histórias infantis, novelas e muito mais.
O acesso à plataforma MEC Livros é feito pelo endereço eletrônico www.meclivros.gov.br. Basta você entrar entrar na sua conta GOV.BR e escolher o livro que quer. Se você ainda não tem uma, é obrigatório criar.
Após efetuar o login e selecionar o livro, você terá até 14 dias para concluir a leitura, com a possibilidade de renovar o empréstimo por mais duas semanas.
Além do site, o MEC Livros pode ser baixado como aplicativo para dispositivos Android.

Confira agora as dicas – e boa leitura!

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SINOPSE
Um delicioso romance que apresenta com leveza e humanidade a vida nos becos e ruelas. Lilia Guerra A história de uma trabalhadora doméstica brasileira que, vivendo na periferia, ocupa o centro da vida social graças à sua sensibilidade, simpatia e humanidade. É um romance sobre o sentido da emoção e da inteligência na realidade mais cotidiana. Num tom de crônica sobre a periferia, trazendo muito mais do que as questões graves que assolam esse espaço social, dando lugar para a delicadeza e o registro cômico, constrói aqui um riquíssimo painel da vida brasileira. PARA LER, CLIQUE AQUI.
image 5SINOPSE
Escrito num fluxo poético de memória e tragédia, reminiscências e episódios históricos, este é um romance único e poderoso. Na prosa hipnotizante de, uma mulher — que por mais de duas décadas espera o retorno do noivo durante a ocupação indonésia no Timor — relata (a um interlocutor misterioso) a história de seu país. Vivendo em Lisboa, Cardoso retornou ao Timor numa viagem com José Saramago. No meio das ruínas da guerra, os dois escritores encontraram uma mulher que se pôs a falar sobre o país.Este livro é uma meditação sobre a criação do Timor e sobre todas as violências possíveis (o racismo, o comércio predatório, a exploração do homem, o preconceito, as invasões e o machismo). Belo e intenso, é construído a partir de episódios históricos, lendas e tragédias políticas. Timor, cenário mítico, não voltará a ser o mesmo depois desta viagem em que o concreto e o lendário, Sancho Pança e Chibanga, as rosas e o café, o cavalo e o ganso, o Império Colonial e o Oriente, a espera pelo amor e os dias vertiginosos da guerra são chamados à cena. Ou, como diz a própria personagem desse romance absolutamente singular e encantatório: “Numa guerra ninguém faz considerações morais: ou se mata ou se morre. Mata-se e pronto. Mataste quantas pessoas, antes de entrares nesta casa para me dizeres que gostarias de plantar abóboras?”. PARA LER, CLIQUE AQUI.
image 6SINOPSE
Em seu primeiro livro infantil, Emicida conta uma história cheia de simplicidade e poesia, que mostra a importância de nos reconhecermos nos pequenos detalhes do mundo. Na música “Amoras”, Emicida canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. E é a partir desse rap que um dos artistas brasileiros mais influentes da atualidade cria seu primeiro livro infantil e mostra, através de seu texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância de nos reconhecermos no mundo e nos orgulharmos de quem somos — desde criança e para sempre. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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“Somos escravos de tudo que desêjamos possuir. Ninguem é livre neste mundo”. Neste romance inédito, Carolina Maria de Jesus apresenta uma história de amor e desilusão entre dois jovens de classes sociais distintas. O escravo Quarto de despejo Casa de alvenaria Uma das mais importantes escritoras brasileiras, Carolina Maria de Jesus deixou, além dos cadernos autobiográficos, uma vasta produção literária dos mais diversos gêneros, que ainda permanece amplamente desconhecida. Em, romance inédito escrito na década de 1950, conhecemos a verve ficcionista da autora dee. Os protagonistas dessa história são os primos Rosa e Renato, que, embora apaixonados, acabam seguindo caminhos distintos, sobretudo por pressão da família abastada do rapaz. O texto é resgatado e estabelecido diretamente do manuscrito original, conservando o projeto literário e estético da autora, e acompanha prefácio de Denise Carrascosa e posfácio de Fernanda Silva e Sousa. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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Também os brancos sabem dançar Kalaf Epalanga Quito Ribeiro Aqueles que leram, de, devem ter reparado na presença de um afiadíssimo e bem-conectado personagem brasileiro que introduz o próprio autor em nosso universo cultural e musical. Pois esse amigo baiano do escritor e músico angolano é nada menos do que, autor deste romance que tem tudo para ocupar um espaço bastante especial em nossa ficção. No canto dos ladinos enfeixa e dá sentido a um conjunto de histórias que vão compondo um quadro muito original. São personagens que vivem em bairros afluentes, viajam para conferências no exterior, frequentam bons restaurantes ou trabalham no comércio. Um traço em comum é sua negritude. Outro, o fato de serem figuras difíceis de acomodar nos padrões sociais — e ainda racistas — do Brasil. No canto dos ladinos Quito Ribeiro “E no Brasil pode ser bem estranho um negro sentar-se num restaurante chique de um bairro de classe alta, usando uma roupa descolada, indo tomar um café da manhã no dia seguinte à virada de ano. Esse é um hábito para brancos brasileiros”, diz a certa altura um personagem de. Com grande habilidade narrativa, traça um quadro amplo do ponto de vista social e delicado do ponto de vista subjetivo. O resultado do encontro desses dois campos de força é uma leitura no mínimo atordoante de nossa vida social. O ingresso de milhares de estudantes negros às universidades nas últimas duas décadas; a recente e enorme difusão da obra de Frantz Fanon, o fundamental pensador antirracista e anticolonial; a busca por uma ancestralidade cujos registros foram apagados pelos escravizadores; as tradições familiares; o espaço movediço dos negros que dispõem de recursos materiais mas que ainda assim estão sujeitos ao preconceito e à ofensa. Tudo isso aparece neste romance que oferece — com inteligência e num texto que lança mão da ficção, do ensaio e do memorialismo — um painel singular da vida contemporânea brasileira. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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No interior da caatinga nordestina, Mirto cresceu presenciando a violência e o sofrimento. Da vida. Do mundo. De seu pai, Germão, para com ele e sua mãe, Dona Hermina, mulher que é puro amor e submissão. A realidade desta família é transformada quando em uma trágica e fatídica noite, a pouca inocência infantil que ainda lhe restava é tirada de Mirto na forma da morte do pai agressor. Separados pela crueldade do destino, da culpa, do remorso e da vergonha, mãe e filho anseiam não só por um reencontro, mas principalmente por um perdão que pode libertá-los. Em sua obra de estreia, O cozer das pedras, o roer dos ossos, Patrick Torres, enquanto nordestino, resgata a literatura brasileira regionalista que tanto o inspira e encanta. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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Ao expor a situação das antilhanas na França, Ega se conecta com a obra de Carolina Maria de Jesus. Françoise Ega Quarto de despejo Cartas a uma negra A antilhanatrabalhava em casas de família em Marselha, na França. Um de seus pequenos prazeres era ler a revista Paris Match, na qual deparou com um texto sobre Carolina Maria de Jesus e seu. Identificou-se prontamente. E passou a escrever “cartas” — jamais entregues — à autora brasileira. Nelas, relatava seu cotidiano de trabalho e exploração na França, as dificuldades, a injustiça nas relações sociais, a posição subalterna (e muitas vezes humilhante) a que eram relegadas tantas mulheres como ela, de pele negra e originárias de uma colônia francesa no Caribe. Aos poucos, foi se conscientizando e passou a lutar por seus direitos. Quando morreu, em 1976, era um nome importante na sociedade civil francesa., publicado postumamente, é um dos documentos literários mais significativos e tocantes sobre a exploração feminina e o racismo no século XX. Concebido como um conjunto de cartas, datadas entre 1962 e 1964, o texto vai ganhando profundidade e variedade estilística à medida que a autora mergulha no processo de escrita — a ponto de o livro poder ser lido como um romance. Entre seus personagens, além das babás, empregadas domésticas e faxineiras, estão também as autoritárias (e tacanhas) patroas e seus filhos mimados. A tensão principal se dá na relação entre patroas e empregadas: a atitude imperial de umas e a completa falta de direitos das outras. São histórias por vezes chocantes de trabalhadoras sem acesso a saúde, férias ou mesmo a uma moradia minimamente confortável. Tudo isso é relatado de forma pungente e expressiva, tendo como “leitora ideal” a escritora brasileira, que, ao longo de sua trajetória, teve experiências semelhantes. Pois ambas, Ega e Carolina, lutaram pelo mais básico: a dignidade na vida e na literatura. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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Um romance emocionante, em que a autoaceitação, o despertar sexual e o primeiro amor de um menino entram em choque com as leis de criminalização das relações entre pessoas do mesmo sexo na Nigéria. “Há uma delicadeza especial na escrita de Chukwuebuka Ibeh, tão maravilhosamente observadora e bonita.” – Chimamanda Ngozi Adichie Obiefuna sempre foi considerado “diferente”: sensível, enquanto seu pai, Anozie, valorizava o pragmatismo acima de tudo; dançarino, enquanto seu irmão, Ekene, era um atleta nato. Mas quando o pai flagra um momento de intimidade entre o filho adolescente e outro garoto, confirmando seus piores temores, Obiefuna é enviado a um internato. Entre a rígida hierarquia e a violência – muitas vezes imprevisível – da nova escola, Obiefuna precisa ao mesmo tempo esconder e descobrir quem ele é. Enquanto a Nigéria se inclina para a criminalização das relações entre pessoas do mesmo sexo, a identidade de Obiefuna torna-se mais perigosa do que nunca, e a vida que ele deseja parece cada vez mais distante. Bênçãos Ambientado na Nigéria pós-ditadura militar e culminando na aprovação da Lei de Proibição do Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, em 2013, é uma história elegante e profundamente comovente, questionando se é possível viver em liberdade em um país que nega ao indivíduo o direito de ser quem realmente é. PARA LER, CLIQUE AQUI.
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Uma sátira sobre as políticas higienistas e o poder subversivo dos excluídos. Mour Ndiaye, diretor da Saúde Pública em Dakar, sonha com uma carreira política brilhante. Para conquistar prestígio e se aproximar do poder, decide “higienizar” a cidade, afastando de vista a população de rua, considerada uma mancha na imagem de modernidade que deseja exibir. Diante das medidas de exclusão e bem organizados, os mendigos tomam uma decisão inesperada: declaram uma greve. Essa ausência coletiva logo provoca um efeito em cadeia: sem os pobres para testemunhar sua generosidade, a elite urbana perde a possibilidade de praticar a caridade pública, fundamental para a vida religiosa e para a manutenção de sua imagem e respeitabilidade social. Assim, figuras invisíveis passam a ocupar o centro da cena, revelando como a sobrevivência simbólica e política dos poderosos depende justamente daqueles que eles procuram apagar. Em A greve dos mendigos, Aminata Sow Fall, escritora pioneira em língua francesa na África, constrói uma narrativa incisiva, em que o sarcasmo e a ironia abrem espaço para refletir sobre dignidade, solidariedade e o lugar dos marginalizados na vida social. Vencedor do Grande Prêmio Literário da África Negra — Le Grand Prix littéraire d’Afrique noire (1980). PARA LER, CLIQUE AQUI.

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Por meio de sua ilustre carreira na literatura, Maya Angelou presenteou, curou e inspirou o mundo com suas palavras. Em sua comovente e poética escrita, a beleza e o espírito de sua voz vivem nesta obra que reflete e honra a história notável da escritora — de suas reflexões sobre a vida afro-americana à celebração revolucionária da condição da mulher negra. Atemporais, os versos de Maya passam por gerações e mostram por quais motivos a poeta legendária, ativista e professora é considerada uma mulher fenomenal. PARA LER, CLIQUE AQUI.

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Por Bruno de Castro e Luan Pazinni.
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