A diretora de fotografia Autumn Durald Arkapaw fez história na noite deste domingo (15/3). Ela tornou-se a primeira mulher negra a vencer a categoria de “Melhor fotografia” do Oscar. Pelo trabalho que desenvolveu no filme Pecadores, desbancou quatro candidatos homens de outras grandes produções.
Com isso, Autumn foi uma das quatro pessoas negras que saiu da cerimônia do Oscar com uma estatueta. As outras três foram: o diretor de cinema Ryan Coogle, por “Melhor roteiro” em Pecadores; o engenheiro de som Juan Peralta, por “Melhor som” em F1; e o ator Michael B. Jordan, por “Melhor ator” em Pecadores.

Isso significa que: como o prêmio tem 24 categorias, apenas 16% foram vencidas por pessoas negras – com o adendo de que Juan não ganhou sozinho em “Melhor som”. Ao contrário de Ryan, Autumn e Michael, ele dividiu a estatueta com outras três pessoas (todas brancas).
No caso de B. Jordan, destaque para o fato de ele ser apenas o sexto homem negro em toda a história do Oscar a vencer na categoria de “Melhor ator”. Neste ano, ele era o único negro na disputa e só nas últimas semanas despontou como possível ganhador.
Os outros atores negros que venceram “Melhor ator” foram: Sidney Portier, em 1964, por “Uma voz nas sombras”; Denzel Washington, em 2002, por “Trainning day”; Jamie Fox, em 2005, por “Ray”; Forest Whitaker, em 2007, por “O último rei da Escócia”; e Will Smith, em 2022, por “King Richard”.
Este ano, o Oscar chegou à 98ª edição. A categoria de “Melhor ator” existe desde 1929. O resultado de 2026 mais uma vez comprova a fata de diversidade racial na maior honraria do cinema mundial, já criticada em diversos outros anos e até hoje ignorada.
Em diversas categorias, pessoas negras sequer chegaram a ser indicadas este ano. Em “Melhor diretor”, por exemplo, nunca uma pessoa negra venceu nesses 98 anos de disputa. Em “Melhor atriz”, durante este quase um século de premiação, somente Halle Berry, em 2002, ganhou a categoria por “A última ceia”.
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