O Movimento Negro Unificado no Ceará lançou nesta quarta-feira (14/1) a primeira edição do Prêmio Thina Rodrigues, voltado ao reconhecimento da importância de pessoas negras LGBTQ+. A revelação foi feita pelo Instagram e a honraria já tem data para ser entregue: no próximo dia 30 de janeiro, no Ajeúm de D’Oyá, em Fortaleza, a partir das 19 horas.
“Dentro do MNU, já existe o Prêmio Thereza de Benguela, que é uma iniciativa muito necessária para homenagear mulheres negras. A gente compreendeu que seria importante ter uma premiação própria pra valorizar identidades LGBT: homens gays, pessoas não binárias, mulheres lésbicas, pessoas bissexuais etc. A ideia é expandir e abranger outros corpos”, explica uma das integrantes do GT LGBTQ+ do MNU, professora Dandara Albuquerque.
A proposta é de o Prêmio ser entregue anualmente. O total de homenageados pode variar de uma edição para outra. Nesta primeira, sete pessoas receberão as placas comemorativas. São elas:

Joécio é um homem cis, gay e professor da rede pública de ensino. Verônica é uma mulher cis, lésbica, moradora do Crato e uma das mais experientes ativistas do movimento LGBT do Cariri cearense. Dandara é travesti, geógrafa e professora. Joaquim é um homem trans, professor e de terreiro. Camylla é a primeira travesti do Quilombo do Cumbe a chegar ao ensino superior. Joelma é uma mulher cis, bissexual e a mais velha ativista do MNU. E Paulo é um homem cis, gay e antropólogo.
“Nós discutimos os nomes em dois encontros e chegamos a essa lista. Todas essas pessoas têm uma simbologia muito grande pra nós, do GT LGBTQ+ do MNU. São pessoas que atuam em seus territórios. Que atuam em suas organizações. Que ou estão na academia ou no âmbito político ou na escola, ONGs…”, acrescenta Dandara Albuquerque.
A cerimônia de entrega do prêmio é aberta ao público.
SOBRE THINA RODRIGUES
Thina Rodrigues é uma das mais importantes figuras do movimento LGBT do Brasil. Nascida em Brejo Santo (CE), ela liderou diversas articulações, sobretudo em favor da comunidade trans e travesti, da qual fazia parte. Ao lado de Janaína Dutra, é uma das fundadoras da Associação de Travestis do Ceará (Atrac). Também foi dirigente do Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) e atuou na Coordenadoria da Diversidade da Prefeitura de Fortaleza. Morreu em 29 de junho de 2020, aos 57 anos, vítima da Covid-19, e dá nome ao Centro Estadual de Referência LGBT do Ceará.
SERVIÇO
I PRÊMIO THINA RODRIGUES
QUANDO: 30 de janeiro, uma sexta-feira, a partir das 19 horas.
ONDE: avenida da Universidade, nº 2.327, em Fortaleza.
ENTRADA: gratuita.

PARA MAIS NOTÍCIAS SOBRE O CEARÁ, CLIQUE AQUI.

Comunicólogo e mestre em Antropologia, é especialista em Jornalismo Político e Escrita Literária e tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de diversos órgãos públicos. Venceu o Prêmio Gandhi de Comunicação, o Prêmio MPCE de Jornalismo e o Prêmio Maria Neusa de Jornalismo, todos com reportagens sobre a população negra. No Ceará Criolo, é repórter e editor-geral de conteúdo. Escritor, é autor de oito livros e foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2020.
