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13 de Junho, 2021
latinidades pretas

104 nomes são premiados pelo projeto Latinidades Pretas

Em cerimônia cheia de apresentações artísticas marcantes, o projeto Latinidades Pretas apresentou, no Dia Internacional Contra a Homofobia, a lista de 104 premiados, negros e LGBTQIA+ de sete países. O edital deste ano, com os propósitos benevolentes, atingiu mais de 700 inscrições. Diante do volume de participantes, 104 foram selecionados. A princípio, apenas 100 seriam contemplados.

Para acessar a lista completa de selecionados e selecionadas, clique aqui.

Os conteúdos escolhidos serão exibidos no site do Latinidades Pretas semanalmente. Serão shows, performances, oficinas, filmes, clipes, álbuns sonoros e visuais, galeria de artes visuais, entre outros materiais, priorizando proponentes pessoas trans, do Norte do Brasil, de comunidades tradicionais, além de pessoas com deficiência.

O projeto nasceu em 2020, a partir da parceria entre o Instituto Afrolatinas e o Instituto Feira Preta, diante da emergência econômica resultante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Sabendo que empreendedoras criativas negras, em geral, não possuem fundos de reserva para o próprio sustento, geram renda para outras famílias com seu trabalho e ainda são arrimos de família, a primeira edição do projeto focou em mulheres negras. Foram oferecidas 68 bolsas para trabalhadoras negras da cultura, que geraram conteúdo para a plataforma Latinidades Pretas e, em uma semana, alcançaram 1.447 inscrições, de todas as regiões brasileiras e mais nove países.

Nessa segunda edição, com patrocínio da Open Society, o projeto direciona o olhar especialmente para artistas negros e indígenas da comunidade LGBTQIAP+ em toda a América Latina. Com isso, firmaram um compromisso com as vidas das pessoas negras e indígenas LGBTQIAP+, com a memória, história e proteção do vasto patrimônio cultural imaterial das culturas LGBTQIAP+ e com o reconhecimento da contribuição desta população para a sociedade.

O objetivo é valorizar trajetórias, histórias e memórias, assim como gerar renda e dar suporte a empreendedores e empreendedoras em suas trajetórias e negócios dentro da cadeia produtiva da cultura. E por reflexo desse movimento, a proteção desse legado cultural e identitário potente, contra apagamentos sistemáticos também se faz presente.

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