Seis cidades brasileiras vão ganhar unidades da Casa da Igualdade Racial, um projeto que o Ministério da Igualdade Racial (MIR) afirma que vai “integrar serviços de apoio psicológico, social e jurídico especializado para vítimas de discriminação e crimes raciais, além de fomentar iniciativas de desenvolvimento pessoal e profissional, e oferecer ações educativas e culturais baseadas em saberes afro-brasileiros”.
Os equipamentos serão abertos em:
Fortaleza (CE),
Pelotas (RS),
Itabira (MG),
Contagem (MG),
Rio de Janeiro (RJ)
e Salvador (BA).
Por ora, portanto, as casas existirão em apenas três regiões: Sudeste (3), Nordeste (2) e Sul (1). Para o Norte e para o Centro-Oeste, ainda não foram anunciadas unidades – que já estão sendo cobradas pela população nas redes sociais, onde o MIR fez postagem nesta sexta-feira (20/3) sobre o assunto, dia no qual o espaço na capital fluminense é inaugurado.
Assim, os cariocas já poderão ser atendidos a partir da próxima segunda-feira (23/3). As entregas das demais casas ainda não foram anunciadas pelo MIR, que neste momento destinou R$ 8,3 milhões para a criação dessa primeira leva de equipamentos.
A ideia é colocar 110 Agentes de Igualdade Racial atuando em todas as regiões do país – o que demandará investimento de mais R$ 4,9 milhões. Neles, serão atendidas pessoas negras, quilombolas, ciganas, de comunidades tradicionais, povos de matrizes africanas e outros grupos em situação de vulnerabilidade.
Segundo o Ministério, a Casa da Igualdade Racial vai atuar conforme cinco eixos:
EIXO 1: JUSTIÇA RACIAL
Apoio psicológico, social e jurídico especializado para vítimas de crimes raciais e discriminação.
EIXO 2: INCLUSÃO PRODUTIVA
Incentivo a iniciativas de desenvolvimento pessoal e profissional.
EIXO 3: CULTURA E EDUCAÇÃO
Promoção de ações educativas e culturais.
EIXO 4: FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO
Espaço de convívio para fortalecer os vínculos sociais e a identidade das comunidades atendidas.
EIXO 5: ARTICULAÇÃO E PACTUAÇÃO
Atuação como um canal de comunicação e parceria com governos e outras instituições.
A inauguração da primeira Casa acontece nove meses após a ministra Anielle Franco assinar o decreto que cria os equipamentos como parte do programa Mais Igualdade. “Fico com o coração quentinho de saber que temos mais um instrumento que fortalece o Sinapir [Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial] e possibilitará o aumento de atendimentos a mães, trabalhadores, jovens e toda população negra, quilombola e de matriz africana”, afirmou ela à época.
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Comunicólogo e mestre em Antropologia. É especialista em Comunicação e Jornalismo Político e em Escrita Literária. Também tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de órgãos públicos. Venceu 19 prêmios em diversas áreas. É agente de linguagem simples e autor de oito livros. Foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro escrito em homenagem à mãe.
