TEXTO: LUAN PIZZANI
Celebrado em 20 de janeiro no Brasil, o Dia de Oxóssi homenageia o orixá nas religiões de matriz africana associado à proteção das florestas e ao sustento coletivo. Os principais símbolos dele são o Ofá (arco) e a Damatá (flecha), que representam precisão, agilidade, olhar aguçado e foco.
No sincretismo religioso, a data é dedicada a São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, frequentemente relacionado a Oxóssi devido à simbologia da flecha e da proteção.
Símbolo da fartura, prosperidade e sabedoria, Oxóssi era considerado na África antiga o guardião dos caçadores, responsável por trazer o sustento para a tribo. “A irradiação de Oxóssi é também uma vibração curadora, pois atua no mental dos seres, curando doenças emocionais e restaurando os desequilíbrios energéticos que se expressam no corpo material”, explica Obalemó de Xangô Sobô, Omorişa de Bába Dyba de Yemanjá – Ilê Aşé Omi Olodo.
Conta-se que Oxóssi é irmão de Exu e Ogum, filho de Oxalá e Iemanjá e rei do Ketu. O nome, de origem iorubá, significa “guardião popular”. Ele rege a falange dos caboclos e dos caçadores, abrindo caminhos tanto para o sustento quanto para a relação harmoniosa com a natureza.
Na mitologia dos Orixás, conforme relata Ademir Barbosa Júnior no livro Mitologia dos orixás: lições e aprendizados (2014), Oxóssi é conhecido como “caçador de uma flecha só”, não por possuir apenas uma, mas por sua certeza no alvo.
O Dia de Oxóssi reforça, assim, a importância dele como guardião, provedor e símbolo de equilíbrio entre o ser humano e a natureza.
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