Raça social, o mais novo livro da filósofa e professora Bárbara Carine, está entre nós. Após conquistar o Prêmio Jabuti de Literatura em 2024, a influenciadora baiana lança sua quarta obra pela editora Planeta e promete o tom mais político de todos os trabalhos publicados até aqui.
Isso tem uma razão: Bárbara debate a identidade racial brasileira contrapondo-se ao que chama de “neopardo”, um “movimento” – sobretudo de redes sociais e sem fundamento científico – que reivindica a separação das pessoas pardas da população negra como forma de afirmar a existência de um “orgulho mestiço”.
Pelo sistema de classificação racial do Brasil, operacionalizado pelo IBGE, a população negra é a soma das pessoas que se declaram pretas e pardas. É o que determina o Estatuto da Igualdade Racial, uma lei federal vigente há mais de 15 anos construída após décadas de debates entre o Movimento Negro Unificado, cientistas do tema, políticos, intelectuais, lideranças comunitárias e diversos outros agentes públicos.
Por isso, a autora faz uma análise sobre como o Brasil debate a raça, compartilhando olhares a partir de questões da formação do país e da luta dos movimentos antirracistas. Com títulos e intertítulos com de referências aos debates atuais, Bárbara critica os crescentes ataques as cotas raciais e insere o debate sobre a identidade indígena.
Com capa desenvolvida a partir da obra “Madalena”, do artista mineiro Desali, o livro tem prefácio de Helio Santos, professor e ativista histórico do movimento negro, posfácio do psicanalista e filósofo Érico Andrade, textos de orelha da escritora, promotora de justiça e ativista negra Lívia Sant’Anna Vaz, e da escritora, psicóloga e ativista indígena Geni Núñez.
Conhecida no mundo digital como “intelectual diferentona“, ela tem mais de 750 mil seguidores somente no Instagram. Idealizou a Escola Maria Felipa, primeira unidade afro-brasileira do país.
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Com informações da Editora Planeta.

Comunicólogo e mestre em Antropologia. É especialista em Comunicação e Jornalismo Político e em Escrita Literária. Também tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de órgãos públicos. Venceu 19 prêmios em diversas áreas. É agente de linguagem simples e autor de oito livros. Foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro escrito em homenagem à mãe.
