Ceará CrioloCeará Criolo
  • Inicial
  • O Ceará Criolo
    • Sobre Nós
    • Prêmios
    • Mídia Kit
    • Guia de Fontes
  • Notícias
    • Mulher negra
    • Infantil
    • Política
    • Economia
    • Saúde
    • Esporte
    • Cultura
    • Famosos
    • Educação
    • Ceará
    • Brasil
    • Mundo
    • LGBTQIA+
    • Espiritualidade
    • Publieditorial
  • Afrossaberes
    • DicionÁfrica
    • Ancestralidade
    • Fotorreportagens
  • Opinião
    • Artigo
    • Crônicas
    • Leitura Crítica
  • Colunas
    • Afroclassificados
    • AfroGeek
    • Rastros
    • Afrotransfuturista
    • Olhar Preto
    • Psicoterapreto
    • Negra Voz
  • Stories
  • Especiais
    • A você Tereza
    • Vidas Negras Importam
    • Quilombo Acadêmico
    • 85
    • Entrevistas
  • Contato
Facebook Twitter Instagram
Facebook Twitter Instagram
Sexta-feira, Janeiro 16
Ceará CrioloCeará Criolo
FINANCIE O CEARÁ CRIOLO
  • Inicial
  • O Ceará Criolo
    • Sobre Nós
    • Prêmios
    • Mídia Kit
    • Guia de Fontes
  • Notícias
    • Mulher negra
    • Infantil
    • Política
    • Economia
    • Saúde
    • Esporte
    • Cultura
    • Famosos
    • Educação
    • Ceará
    • Brasil
    • Mundo
    • LGBTQIA+
    • Espiritualidade
    • Publieditorial
  • Afrossaberes
    • DicionÁfrica
    • Ancestralidade
    • Fotorreportagens
  • Opinião
    • Artigo
    • Crônicas
    • Leitura Crítica
  • Colunas
    • Afroclassificados
    • AfroGeek
    • Rastros
    • Afrotransfuturista
    • Olhar Preto
    • Psicoterapreto
    • Negra Voz
  • Stories
  • Especiais
    • A você Tereza
    • Vidas Negras Importam
    • Quilombo Acadêmico
    • 85
    • Entrevistas
  • Contato
Ceará CrioloCeará Criolo
Home»Opinião»Artigo»A pele verde de Elphaba: o que a “bruxa má” ensina sobre racismo e liberdade?
elphaba
Artigo

A pele verde de Elphaba: o que a “bruxa má” ensina sobre racismo e liberdade?

Geovane PereiraBy Geovane Pereira26 de Agosto, 2025Sem comentários6 Mins Read
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Elphaba é parte de um filme com bilheteria de R$ 6,1 bilhões. “Wicked” revela a força da bruxa verde e levou Cynthia Erivo, atriz negra britânica, à indicação de Melhor Atriz no Oscar 2025

 

Era 2007. Minha preocupação era acordar cedo, arrumar a cama, tomar banho, o café que mainha deixava pronto e ir para a escola. Depois da aula, eu fazia a tarefinha de casa, brincava e, mais tarde, assistir televisão era um rito quase sagrado. Era algo mágico…

Como uma criança nascida no fim dos anos 90 e que cresceu nos anos 2000, vivi a televisão como uma amiga. Assisti muito à TV Cultura. E um dos desenhos que mais me encantava era “O Mágico de Oz”. Baseado no romance infantil “O Maravilhoso Mágico de Oz”, escrito pelo norte-americano L. Frank Baum e publicado originalmente em 1900, o desenho era exibido pelo Canal Futura. Dorothy Gale era a menina perdida num mundo encantado, tentando voltar para casa. Ela era a protagonista da animação, que, ao lado de seus fiéis companheiros – o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão -, seguia pelos tijolos dourados em busca do Mágico de Oz. Queriam que seus desejos mais profundos fossem
ouvidos.

Mas o caminho não era calmo. Sempre aparecia ela: a Bruxa do Oeste, de pele verde. A bruxa má. Do outro lado, havia Glinda, a Bruxa do Norte, a boa e loira, que os ajudava ao longo da jornada. Eu adorava ver o bem vencer o mal e me divertia quando a bruxa verde se dava mal.

O musical que mudou o rumo da narrativa
Em novembro de 2024, a história ganhou nova roupagem. O filme “Wicked: Parte 1” movimentou US$ 634,4 milhões (R$ 6,1 bilhões) no mundo. Um musical grandioso, exalando emoção, embalado por vocais arrebatadores. No centro, a história não contada de Elphaba, a bruxa verde, e Glinda, a bruxa boa, interpretada pela artista Ariana Grande.

A trama mergulha no início da amizade entre as duas, na Universidade de Shiz, e revela como seus caminhos se afastam após um encontro com o Mágico de Oz. O filme dividiu críticas e recebeu 10 indicações ao Oscar. Entre elas, a de Melhor Atriz para Cynthia Erivo, que deu corpo, voz e alma à complexa Elphaba.

wicked

Uma atriz negra, uma bruxa verde e a força de uma voz
Cynthia Erivo é uma mulher negra. Atriz, cantora e compositora britânica, filha de pais nigerianos, nascida no Reino Unido. Uma artista de múltiplos talentos: já venceu um Emmy, um Grammy e um Tony. Também recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro. Parte de suas conquistas veio com o musical “A Cor Púrpura”, na Broadway, em
2015.

Mas não foi apenas sua técnica vocal ou presença cênica que me impactaram. Sua Elphaba me atravessou. Me levou, ao fim de quase três horas de filme, a pensar: e se a pele verde da bruxa for uma metáfora para o racismo?

A cor da pele e a cor da dor
Lembro de Sueli Carneiro: “Entre direita e esquerda, sou negra”. Filósofa, ativista, uma das Mais Velhas na luta contra o racismo no Brasil. Ela nos lembra que nossa pele é política e, mais do que isso, é ela que nos identifica em um país estruturalmente racista como o nosso.

A Elphaba de Cynthia sofre pela cor da pele. Desde criança, foi motivo de risos, medo e rejeição. Na Universidade de Shiz, sua pele verde e seu cabelo viram motivo de chacota, de segregação. E, mesmo assim, ela se ergue. Defende os animais falantes, perseguidos por serem diferentes, enjaulados por ousarem existir. Sua empatia é tamanha quanto sua raiva das violências provocadas pela diferença.

É nesse ponto que o filme sugere algo mais: o poder de Elphaba, sua magia, parece ter origem justamente na pele que todos temem. A pele que machuca e que também liberta. Minhas memórias de criança assistindo às aventuras de Dorothy e seus amigos seguem ocupando um lugar afetivo dentro de mim. Mas “Wicked: Parte 1” me provocou. Me fez humanizar a bruxa verde. Me fez perguntar: será que ela era má mesmo? Ou só estava com raiva? Será que foi discriminada? Injustiçada?

Será que essa história poderia falar sobre colonização, mesmo em um mundo encantado? E se o Mágico de Oz for, no fundo, um colonizador? Quem é o verdadeiro vilão dessa história? A ficha caiu como um tijolo dourado: o filme, pode falar sim, sobre racismo. E me atingiu fundo… O que nós, pessoas negras: alvos de uma desumanização histórica, sistemática e persistente, fazemos com a dor e a raiva provocadas por sermos violentadas por causa da nossa “pele verde”?

Elphaba tenta o tempo inteiro ser aceita. Quer ser útil, mostrar valor. Quantas vezes nós, pessoas negras, nos colocamos nesse lugar? Quantas vezes precisamos provar que somos dignos de estar onde estamos? Quantas vezes servimos, nos anulamos, nos ferimos, para sermos vistos como “bons” ou minimante “aceitos”?

 

cynthia

 

Mas Elphaba entende, ao final, que precisa mais do que aceitação: precisa de liberdade. Sua pele verde, curiosamente, está ligada à força que carrega. Sua magia vem daquilo que todos tentaram apagar. E quando ela decide canalizar sua raiva encontra não só poder, mas um novo caminho.

Talvez Elphaba tenha algo a nos ensinar. Que possamos explorar todo o poder que nossa pele carrega. Que, da dor, possamos extrair magia ou, melhor dizendo, axé: reverenciando a magia ancestral vinda de África e plantada no Brasil. E que esse axé nos leve à liberdade.

Não sou cinéfilo nem crítico de cinema, mas essa narrativa me atravessou e confesso ter assistido ao filme apenas este ano. Sinceramente, trouxe à tona feridas abertas pelo racismo. Ver isso num musical, numa releitura de um romance infantil, me encheu de sentimentos difíceis de nomear. Fez-me ver a bruxa verde com olhos novos.

No fim, isso tudo é apenas uma interpretação minha. Mas lhe questiono novamente: O que fazemos com a dor e a raiva geradas pela desumanização da nossa “pele verde”?

PARA MAIS TEXTOS DE GEOVANE, CLIQUE AQUI.

WhatsApp Image 2023 11 05 at 08.58.36
Geovane Pereira

Doutorando em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (PPGCOM/UFC). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela mesma instituição.

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

Related Posts

Pessoas trans na universidade: histórias possíveis

2 de Agosto, 2025

Crochê e os jovens: uma história entre muitas outras

8 de Julho, 2025

Como a representatividade me salvou no ambiente acadêmico

5 de Novembro, 2023

Governador Elmano precisa ouvir movimentos negros sobre futuro do Mausoléu Castello Branco

25 de Setembro, 2023

Paridade de gênero sem paridade racial é meia paridade: o branco pelo branco

2 de Janeiro, 2023

O que une Ra’Jah e Silky deveria também nos aproximar

28 de Dezembro, 2022
Add A Comment

Leave A Reply Cancel Reply

Sobre nós
Na contramão do discurso excludente e enervado de clichês da mídia tradicional, o portal Ceará Criolo garante à população negra um espaço qualificado de afirmação, de visibilidade, de debate honesto e inclusivo e de identificação. Um lugar de comunicação socialmente inclusiva, afetivamente sustentável e moralmente viável. Porque negros são seres humanos possíveis e ancestrais. E por isso, queremos nos reconhecer no passado, no presente e no futuro!
Artigos recentes
  • Sueli Carneiro participa pela primeira vez de evento no Ceará
  • “As pessoas são cruéis nas redes sociais”, diz Iza em entrevista exclusiva
  • Iza, Vanessa da Mata e Gaby Amarantos agitam o festival Elos neste fim de semana em Fortaleza
  • Exposição Bloco do Prazer celebra em Fortaleza a cultura cearense, preta e periférica
  • Sandra Sá é a convidada da semana do Tiny Desk Brasil
QUER SUGERIR PAUTA?

Envie sua sugestão de pauta para nossa redação através do falecom@cearacriolo.com.br ou deixe-nos uma mensagem no formulário abaixo.

Ceará Criolo
Facebook Twitter Instagram
  • Inicial
  • O Ceará Criolo
    • Sobre Nós
    • Prêmios
    • Mídia Kit
    • Guia de Fontes
  • Notícias
    • Mulher negra
    • Infantil
    • Política
    • Economia
    • Saúde
    • Esporte
    • Cultura
    • Famosos
    • Educação
    • Ceará
    • Brasil
    • Mundo
    • LGBTQIA+
    • Espiritualidade
    • Publieditorial
  • Afrossaberes
    • DicionÁfrica
    • Ancestralidade
    • Fotorreportagens
  • Opinião
    • Artigo
    • Crônicas
    • Leitura Crítica
  • Colunas
    • Afroclassificados
    • AfroGeek
    • Rastros
    • Afrotransfuturista
    • Olhar Preto
    • Psicoterapreto
    • Negra Voz
  • Stories
  • Especiais
    • A você Tereza
    • Vidas Negras Importam
    • Quilombo Acadêmico
    • 85
    • Entrevistas
  • Contato
© 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

Gerenciar Consentimento de Cookies
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informações do dispositivo. Consentir com essas tecnologias nos permitirá processar dados, como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar adversamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um determinado serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efetuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu Provedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
Gerir opções Gerir serviços Gerir {vendor_count} fornecedores Leia mais sobre esses propósitos
Ver preferências
{title} {title} {title}