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Home»Entrevistas»Luedji Luna confirma álbum novo até junho e ensina: “a gente tem que celebrar os nossos em vida”
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Crédito: Thiago Matine / Estação das Artes (@thiagomatine / @estacaodasartes.ce)
Entrevistas

Luedji Luna confirma álbum novo até junho e ensina: “a gente tem que celebrar os nossos em vida”

Bruno de CastroBy Bruno de Castro9 de Abril, 2025Updated:9 de Abril, 2025Sem comentários7 Mins Read
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Dentro de um vestido verde escuro brilhante, Luedji Luna mais parecia uma esmeralda de 1,80 metro. A baiana hipnotizou os três mil fãs que a assistiram cantar por uma hora e meia os maiores sucessos de uma das mais icônicas vozes negras da história da humanidade em comemoração aos três anos da Estação das Artes, um dos maiores complexos culturais de Fortaleza.

Em “Luedji Luna canta Sade”, a homenagem à britânica-nigeriana Helen Folasade Adu, artisticamente conhecida como Sade e cuja carreira está em alta há 43 anos, o público oscila dos sucessos mais antigos aos mais recentes. Mas nenhum deles é apresentado na versão original. Todos, sem exceção, ganham (além da voz) a cara de Luedji.

Depois de uma hora e meia de show, Luna recebeu o Ceará Criolo no camarim e revelou detalhes de como a nova turnê surgiu. Admiradora declarada de Sade, ela promove um encontro entre arte e política ao lembrar como a britânica lhe foi apresentada pelos pais. E garante: vem álbum novo por aí (mais rápido do que a gente imagina!).

Confira.

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CEARÁ CRIOLO: Quando você nasceu, em 1987, a Sade já fazia sucesso. Como se deu o teu encontro com a arte dessa banda? Qual a primeira memória que você tem dela? Qual a primeira música dela você ouviu?

LUEDJI LUNA: Sade chega com os meus pais. Eu digo que minha formação musical veio toda dos meus pais. Além do reggae, meu pai ouvia muito jazz. Tracy Chapman, Sade…toda essa música internacional negra, os meus pais escutavam muito. E Djavan, Milton (Nascimento) e Luiz Melodia eram os três principais artistas nacionais que os meus pais escutavam.

Chegavam muito essas referências negras. Meus pais são militantes. Se conheceram na militância. Então, eles faziam questão de abastecer a nossa casa com essas referências da música negra do Brasil e do Mundo. E a Sade era um desses nomes.

Eu não lembro da primeira vez que eu ouvi uma música dela. Mas eu lembro da capa do disco. Eu lembro da imagem da Sade, que também é uma imagem muito bonita, muito impactante. Isso foi quando eu era criança.

Depois, eu me reencontrei com a Sade. Eu tô num mergulho na neo soul, no R&B, no jazz, principalmente. E eu escutei muita música internacional pra fazer a versão deluxe de “Bom mesmo é estar debaixo d’água”. E foi assim que Sade voltou. Quando eu recebi o convite pra fazer um tributo, eu tava na vibe não só da pesquisa musical da Sade, mas também da tendência de moda e de comportamento, porque ela também é minha referência como artista. Eu gosto da postura dela como artista. Ela não forçou uma fama. Muito pelo contrário. Ela é super low profile. Super reservada. Preserva a intimidade dela. E, mesmo assim, segue sendo atual. Segue sendo ícone.

A gente vive num contexto onde a gente tem que fazer de tudo pra estar em voga. As pessoas são capazes de fazer qualquer coisas. Acho que a corrida pela fama tem tomado uma proporção maior do que a corrida pela qualidade, pela excelência, pela arte. A Sade me mostrou isso. Que você pode ser atemporal sem se forçar a ter que estar na mídia. Ela não busca isso e se torna ainda mais famosa por não buscar. É um norte pra mim.

CEARÁ CRIOLO: Via de regra, tributos são para artistas que já morreram. E a Sade está há 43 anos fazendo sucesso. Homenagear um artista vivo e com tantos clássicos é um risco. E no palco você não traz os arranjos originais. Ficaram melodias muito a tua cara. Como foi esse processo?

LUEDJI LUNA: Eu não gosto de fazer cover, né? Primeiro que eu não sou intérprete. Meu trabalho é quase que 100% autoral. Minha zona de conforto é cantar minhas próprias canções. Então, quando eu fui desafiada a produzir um show e eu escolhi a Sade, eu tinha consciência de que eu jamais imitaria a Sade. Eu jamais conseguiria fazer um cover da Sade.

Embora a nossa timbragem em determinadas canções seja parecida, eu tenho minha história, meu jeito de cantar. Eu já tenho uma identidade. Eu sinto que o que eu tenho de mais potencial na minha carreira e e mim é minha originalidade. E eu não queria perder isso pra ser uma cover da Sade.

Quando eu decidi fazer o show eu quis trazer a minha interpretação; a minha leitura do que é ser Sade num contexto em que eu estou transitando agora, que é trazendo o R&B e o neo soul, que já conversa com os shows que eu estou fazendo. Então, é Sade do jeito da Luedji. Eu poderia cantar outras canções em cima desses arranjos. Eu poderia cantar canções minhas em cima desses arranjos. Porque conversa muito comigo, com o que eu faço.

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CEARÁ CRIOLO: O repertório deve ter sido muito difícil de selecionar. Foi algo afetivo?
LUEDJI LUNA: Ela tem um repertório imenso. Ela tem uma discografia imensa. E uma coisa linda da Sade é que tudo vira hit. Todas as canções são amadas. Todas as canções são queridas. Então, pra facilitar a minha vida, eu escolhi as canções que eu já tinha intimidade. Eu não poderia escolher canções muito complexas, porque eu teria que aprender do zero. Eu escolhi as que eu já sabia as sonoridades, as melodias… E escolhi os hits dos hits, que não podiam faltar. Eu também fiz uma enquete com meus fãs nas redes sociais…

CEARÁ CRIOLO: Por falar neles, como você sente que eles recebem esse projeto? Porque seus fãs, geralmente, são jovens. Muitos podem, inclusive, estar sendo apresentados à Sade pela tua voz…

LUEDJI LUNA: Olha…eu sinto uma familiaridade. E eu não precisei fazer esse trabalho pela Sade, porque a Sade é atual. A música dela faz isso por ela. A minha geração, a geração mais jovem ou a anterior, todo mundo conhece a Sade porque ela é realmente um ícone. Em São Paulo, eu sinto um movimento ao contrário, de ter um público mais velho. De ter um público que não costuma ir ao meu show. Aqui, eu notei que era mais o meu público mesmo, de sempre, dos meus shows. Mas eu não precisei fazer nada pela Sade. Ela se faz. Ela agrega todas as gerações. Ela vai ser eterna. E eu acho que a gente tem que celebrar os nossos em vida.

CEARÁ CRIOLO: Você disse que está imersa no R&B, no jazz… e no show você confirmou que lança álbum novo esse ano.  É algo pro segundo semestre?

LUEDJI LUNA: Nãããão. Primeiro semestre. Até junho, vocês têm esse disco aí.

CEARÁ CRIOLO: E o que a gente vai encontrar?
LUEDJI LUNA: Vocês vão encontrar esses elementos que eu já estou trabalhando, mas também tem pitadas de bossa nova… Tem muito mais jazz do que todos os anteriores. Inclusive, um spoiler: a grande característica desse disco é ter como participações músicos. Eu não tô chamando cantores e cantoras. Eu tô chamando instrumentistas do universo do jazz, renomados, pra compor esse disco comigo, entendendo que esse movimento também comunica. Eu não vou falar os nomes, mas tem participações assim muito caras.

CEARÁ CRIOLO: Você esteve aqui há cerca de nove meses e o show foi uma catarse muito parecida com a de hoje. Como é voltar a Fortaleza? Da outra vez, você veio com família e ficou alguns dias de folga…

LUEDJI LUNA: E, dessa vez, eu trouxe menino de novo. Vou ficar aqui de novo uns dias. Eu amo Fortaleza. E eu tô muito feliz de perceber como a cultura aqui está sendo bem cuidada, capitaneada por uma mulher preta. Isso se reflete na curadoria, nos eventos e em tudo o que tá acontecendo aqui. Acho que Fortaleza é um farol pro resto do Brasil. Fico muito orgulhosa do que tá acontecendo aqui. Amo vir pra cá. Eu me sinto em casa, por essa conexão de Bahia, de Nordeste, de praia, de mar. É tudo muito familiar pra mim. E a família ama também. Tenho muitas memórias positivas que eu construí aqui, seja como cantora ou como pessoa física, com o filho…

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Bruno de Castro

Comunicólogo e mestre em Antropologia, é especialista em Jornalismo Político e Escrita Literária e tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra e colaborador do El País Brasil. Atua hoje como assessor de comunicação. Venceu o Prêmio Gandhi de Comunicação, o Prêmio MPCE de Jornalismo e o Prêmio Maria Neusa de Jornalismo, todos com reportagens sobre a população negra. No Ceará Criolo, é repórter e editor-geral de conteúdo. Escritor, foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2020.

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