Autor: Bruno de Castro

Comunicólogo e mestre em Antropologia, é especialista em Jornalismo Político e Escrita Literária e tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de diversos órgãos públicos. Venceu o Prêmio Gandhi de Comunicação, o Prêmio MPCE de Jornalismo e o Prêmio Maria Neusa de Jornalismo, todos com reportagens sobre a população negra. No Ceará Criolo, é repórter e editor-geral de conteúdo. Escritor, é autor de oito livros e foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2020.

No Brasil, 67% dos presos são negros. Isso significa que a terceira maior população carcerária do planeta tem cor e endereço. É das comunidades pobres de onde saem esses sujeitos de direitos historicamente negados, de deveres historicamente exigidos e de existência historicamente invisibilizada. Seja como vítima ou como autor de crime, é o homem negro quem prioritariamente consta nas fichas de delegacias e nos programas policiais. E esse índice de 64% só não é maior porque muitos desses detidos certamente sequer se enxergam negros, como tantos outros negros ainda “livres.” Dizer que nossos presídios têm detentos com perfil bem definido…

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