Autor: Bruno de Castro

Comunicólogo e mestre em Antropologia, é especialista em Jornalismo Político e Escrita Literária e tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de diversos órgãos públicos. Venceu o Prêmio Gandhi de Comunicação, o Prêmio MPCE de Jornalismo e o Prêmio Maria Neusa de Jornalismo, todos com reportagens sobre a população negra. No Ceará Criolo, é repórter e editor-geral de conteúdo. Escritor, é autor de oito livros e foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2020.

ABADÁ – Túnica folgada e comprida. Atualmente, no Brasil, é o nome dado a uma camisa ou camiseta usada pelos integrantes de blocos e trios elétricos carnavalescos. ABARÁ – Quitute semelhante ao acarajé. A massa feita de feijão fradinho e os temperos são os mesmos. Os bolinhos envoltos em folhas de bananeira são cozidos em banho-maria. ACARÁ – Peixe de esqueleto ósseo. ACARAJÉ – Bolinho feito de massa de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e servido com camarões secos. AFOXÉ – Dança, semelhante a um cortejo real, que desfila durante o carnaval e em cerimônias religiosas. AGOGÔ – Instrumento musical formado por duas (ou três)…

Read More

Se mesmo que rapidamente você passeou por alguma rede social nos últimos dias, então sabe qual movimento inspira neste texto. Foi Bolsonaro vencer para as timelines serem inundadas pelos dizeres “ninguém solta a mão de ninguém”. Uma campanha de solidariedade feita por eleitores do candidato derrotado. É uma forma de dizer que todos estão unidos contra os absurdos proferidos pelo presidente eleito durante os 45 dias de campanha. Mas lamento informar: a verdade é que a gente já largou a mão um do outro há muito tempo. Todo dia, o dia todo, de diversas formas. Faz isso quando uma menina…

Read More

“O atual perfil de quem mais morre no Estado se mantém o mesmo no passar dos anos. São homens negros, de 15 a 29 anos de idade, com baixa escolaridade e renda.” É com a transcrição desse trecho de uma reportagem do jornal Diário do Nordeste dessa quinta-feira (1º/11) que faço questão de começar este artigo sobre uma questão social tão grave. Os assassinatos têm sido um desafio para todas as esferas públicas brasileiras. Nos últimos dez anos, o Ceará contabilizou 33 mil homicídios. Fortaleza é hoje a capital onde mais jovens são mortos. O problema é crônico em bairros…

Read More

Menos de 24 horas depois de o eleitorado brasileiro escolher um candidato racista, homofóbico, misógino e sem qualquer conhecimento econômico como 42º presidente da República, os casos de preconceito se multiplicam a perder de vista. Dentro e fora das redes sociais. É postagem sobre “abertura oficial de caça aos negros, gays e comunistas”. É foto de um menino FANTASIADO DE ESCRAVO cuja legenda diz “vamos abrasileirar o negócio”. É gente cobrando que determinada cantora drag queen cumpra a promessa e deixe o país. Basta ter estômago e dar um breve passeio no Facebook e Instagram. Por tratar-se de uma figura…

Read More

Sim, eu me dei ao trabalho de olhar as diretrizes de governo que cada um dos 13 candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Você sabe quantas vezes o termo “negro(a)” aparece nos documentos? Sim, eu fiz a conta. Guilherme Boulos: 148 vezes. Fernando Haddad: 29 vezes. Ciro Gomes: 16 vezes. João Goulart: 16 vezes. Vera: 6 vezes. Marina Silva: 5 vezes. Henrique Meireles: 4 vezes. Geraldo Alckmin: 1 vez. João Amoêdo: nenhuma vez. Eymael: nenhuma vez. Daciolo: nenhuma vez. Álvaro Dias: nenhuma vez. Jair Bolsonaro: nenhuma vez. Sim, o…

Read More

Esta semana, uma criança de apenas dez anos sofreu ataques racistas de um colega de sala em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, dentro da escola. Para além da questão sócio-étnico-racial, que por si só já é um completo absurdo, o caso ganhou repercussão pelo contexto político no qual se deu. O argumento utilizado no ataque a Ayanna foi: “Bolsonaro já ganhou e garantiu que vai resolver essa mistura. Se seus pais vierem falar merda, a gente mete bala.” A reprodução do diálogo foi feita pela própria garota aos pais, que de pronto acionaram professores e a coordenação do colégio. A solução:…

Read More