Para além da questão criminal, o caso Flordelis expõe uma manifestação preocupante de racismo. E se a cantora gospel, pastora evangélica, líder político-religiosa e deputada federal branca fosse negra e macumbeira? E se o homicídio tivesse acontecido dentro de um terreiro? Diante desses dois questionamentos, outros tantos surgem: que tratamento o caso receberia da imprensa? Como a opinião pública reagiria a esse perfil de suposta assassina e a esse local? Qual comportamento teriam os parlamentares que estiveram ao lado de Flordelis em inúmeros atos religiosos promovidos por ela no Congresso Nacional? Como o crime estaria sendo tratado pela comunidade evangélica,…
Autor: Bruno de Castro
Cem nomes são citados pela Billboard. Michael Jackson, Beyoncé, Janet Jackson e Missy Elliott ocupam as melhores posições. Jay-Z aparece no top 10
Existe uma máxima nas redações sobre casos policiais: eles sempre são propícios à manchete. Um mínimo detalhe pode colocar o assunto como a principal notícia da edição [aquela da capa, em letras garrafais, pra chamar a atenção do leitor e fazê-lo comprar o jornal (ou, nos tempos atuais, clicar no link)]. Fui repórter de impresso durante quase dez anos. Acompanhei o desenrolar de muita operação da PM e, consequentemente, o modo como essas operações impactaram a rotina da minha editoria. Talvez por isso, pelo afã do clique e da “venda” de uma manchete de peso, o G1 Rio, uma das…
Olhei pro menino ainda distante e a frase dita por meu pai num tempo mais distante ainda renasceu em meu ouvido. Forte e avassaladora, como em décadas atrás, numa cena idêntica. “Podia ser tu ali.” O estopim para um sentimento incômodo, ruim, mas importante àquela época, tornar a pular no meu peito. E ser também necessário agora. “Ali” tinha endereço. Era um semáforo de três tempos. Um semáforo de três tempos em um cruzamento perigoso da cidade onde moro. O garoto estava num semáforo de três tempos em um cruzamento perigoso da cidade onde moro. Uma das mais desiguais do…
Negros de pele clara também são negros. Também são alvos preferenciais de baculejos. Também são apontados como ladrões. Também apanham da polícia. Também são assassinados diariamente. Também têm seus corpos desaparecidos sumaria e misteriosamente em comunidades pobres. Essas vidas também precisam, portanto, ser consideradas. Elas também importam.
Campanha já tem apoio de nomes de peso, como Fábio Porchat e Nany People. Site oficial permite que instituições de combate ao racismo, machismo e LGBTfobia cadastrem-se para receberem futuros apoios. Em breve, usuários poderão dar relatos de superação ao preconceito