Autor: Bruno de Castro

Comunicólogo e mestre em Antropologia. É especialista em Comunicação e Jornalismo Político e em Escrita Literária. Também tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. Foi repórter e editor dos jornais O Estado e O POVO, correspondente do portal Terra, colaborador do El País Brasil e assessor de órgãos públicos. Venceu 19 prêmios em diversas áreas. É agente de linguagem simples e autor de oito livros. Foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro escrito em homenagem à mãe.

O universo masculino nos diz desde cedo que vaidade é coisa de mulher. Estilo é coisa de mulher. Beleza é coisa de mulher. Por isso, uma vida inteira eu ouvi que cabelo é um componente importante para a identidade feminina. Mais ainda para a formação identitária da mulher negra, que por anos é induzida a alisar, cortar e pintar em tons e modelos geralmente opostos ao da sua beleza natural. E, ao descobrir o poder que o fio afro, o fio dela própria tem, desabrocha pra si e pro mundo. Preciso dizer que comigo também foi assim. Encontrei no meu…

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A gente passa a vida reprimindo o que sente. É ensinado a isso. Não pode chorar. Chorar é sinal de fraqueza. E ser fraco é ser fracassado. Ainda mais se for homem. Não pode ficar triste. Tristeza é sinal de instabilidade emocional. O correto é ser o mais linear possível nas emoções. Não pode desistir de um amor. Amores são eternos e devem ser buscados a todo custo. Blá blá blá blá. Pois bem. Eu chorei. E no meio da mais básica das funções da minha profissão, que também me disse desde o primeiro semestre de faculdade para não me…

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